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Acidentes, Desastres, Segurança, Meio Ambiente, Riscos, Ciência e Tecnologia

quinta-feira, janeiro 29, 2026

QUATRO TRABALHADORES MORRERAM SOTERRADOS EM UMA OBRA EM PROMISSÃO (SP


Quatro trabalhadores morreram soterrados durante uma obra em um frigorífico de Promissão (SP) na tarde de quarta-feira (21).  

Segundo a Defesa Civil, o acidente aconteceu enquanto os trabalhadores atuavam no interior de uma escavação, quando um barranco de aproximadamente 6 m desmoronou e atingiu as vítimas.

ATENDIMENTO EMERGÊNCIA

Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender à ocorrência, registrada por volta das 16h40.

As vítimas chegaram a ser socorridas e levadas ao Hospital Geral de Promissão, mas não resistiram aos ferimentos e morreram ao dar entrada na unidade de saúde.

NOTA DA EMPRESA

Em nota, a empresa afirmou que, após o acidente, todos os protocolos de segurança foram imediatamente acionados e que equipes de resgate foram direcionadas ao atendimento dos profissionais.

Ainda no comunicado, a empresa lamentou o ocorrido e disse que colabora com os órgãos competentes. Fonte: g1 Bauru e Marília, TV TEM - 21/01/2026

Comentário

Pela foto nota-se que não havia proteção para os trabalhadores

Para elaboração do projeto e execução das escavações a céu aberto, serão observadas as condições exigidas na NBR 9061/85 - Segurança de Escavação a Céu Aberto da ABNT.

A NBR 9061 estabelece os procedimentos técnicos de segurança para escavações a céu aberto, complementando a NR-18, que foca nas condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção. Juntas, elas determinam que escavações, valas e fundações devem ter estabilidade garantida, sinalização de segurança, isolamento e escoramento para evitar desmoronamentos e proteger trabalhadores.

A NBR 9061 da ABNT estabelece os requisitos de segurança para escavações a céu aberto em obras civis, focando na proteção de trabalhadores contra riscos como desmoronamentos e quedas, sendo obrigatória para escavações acima de 1,25m de profundidade e detalhando medidas como taludes estáveis, escoramentos, sinalização, uso de EPIs, inspeções e planos de emergência, sendo fundamental para concursos e segurança no trabalho.

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sexta-feira, janeiro 23, 2026

10 ANOS: O DIA EM QUE O JAPÃO FOI ATINGIDO POR TERREMOTO

Em 2004, o mundo enfrentou uma tragédia dupla de proporções monumentais. Um poderoso terremoto no Oceano Índico foi seguido de um tsunami destruidor, que deixou mais de 260 mil mortos em 14 países.

Sete anos depois, um acontecimento semelhante teria não apenas dois, mas três atos. Um desastre triplo castigou o Japão, quando um terremoto tão intenso quanto o do Oceano Índico, mas desta vez no Pacífico, provocou um tsunami também devastador, contra o qual as sólidas defesas japonesas não tiveram chance.

A fúria do mar, por sua vez, provocou um acidente nuclear na usina de Fukushima, 260 quilômetros ao norte de Tóquio. Mais de 18 mil pessoas foram mortas pelo tsunami, e o acidente em Fukushima forçou a retirada de 160 mil pessoas que moravam nas imediações.

Foi a maior catástrofe enfrentada pelo Japão desde as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, em 1945.

O GRANDE TERREMOTO

O dia 11 de março de 2011, uma sexta-feira, dificilmente será esquecido pelos japoneses. Às 14h46, horário local, num ponto do Oceano Pacífico a 130 quilômetros ao leste da cidade de Sendai, um terremoto não apenas sacudiu como também deslocou o Japão. Com 9 graus de magnitude, o "Grande Terremoto do Leste do Japão" — também conhecido como "Grande Terremoto de Sendai" ou apenas "Terremoto de Tohoku" —, o maior já registrado no país, empurrou em 2,4 metros para leste a ilha de Honshu, a maior do Japão.

No ponto exato do abalo sísmico, 24,4 quilômetros abaixo do fundo do mar, o atrito entre as placas tectônicas da Eurásia e do Pacífico causou a maior movimentação de terra já registrada num terremoto, de 50 metros — no abalo de 2004, no Índico, ela foi de 25 metros. Essa movimentação forçou o mar para cima, causando o tsunami — uma série de ondas gigantes. Acostumado a grandes tremores seguidos de destruição em larga escala, — como em Tóquio, em 1923, e em Kobe, em 1995 —, o Japão começava a enfrentar uma sucessão de eventos inédita em sua história.

O terremoto em si já era excepcional mesmo para padrões japoneses. A área do país mais atingida foi a região de Tohoku. Em sua capital, Sendai, as pessoas que estavam nas ruas rapidamente perceberam que não havia para onde fugir. Imagens registradas em vídeo mostraram muitos tentando escapar de pedaços de edifícios que caíam sobre a calçada e trabalhadores apavorados em escritórios, onde objetos e móveis eram lançados ao chão. A longa duração do tremor — cerca de seis minutos — tornou o momento ainda mais assustador. "Oh, meu Deus, o prédio vai cair!", diz um homem, em inglês, em um dos momentos de maior vibração do local onde estava.

O Japão é considerado o país mais bem preparado do mundo contra terremotos. Depois da tragédia de 1923, que matou 140 mil pessoas, os edifícios japoneses passaram a ser construídos para absorver a energia de um abalo sísmico e, assim, são capazes de manter-se de pé. O processo, chamado de "isolamento sísmico", envolve a presença de proteções na base das construções, como blocos de borracha, e amortecedores na estrutura dos edifícios.

Os avanços em tecnologia, porém, não protegem as cidades japonesas de qualquer dano — e, no caso do terremoto de Tohoku, eles foram muitos e de grande alcance. Houve destruição na capital, Tóquio, a 373 quilômetros do epicentro, onde o abalo sacudiu o Parlamento nacional. A leste de Tóquio, na cidade de Ichihara, o abalo fez com que uma refinaria pegasse fogo e explodisse. Nada disso, porém, seria comparado ao que estava prestes a atingir a costa leste do país.

O TSUNAMI

O Japão já conhecia muito bem os tsunamis — a palavra é japonesa, formada pela união de "tsu", que significa "porto", e "nami", que significa "onda". O Serviço Nacional Oceânico dos Estados Unidos define o fenômeno tsunami como "uma série de ondas gigantes causadas por terremotos ou erupções vulcânicas sob o mar".

E o órgão acrescenta: "No meio do oceano, ondas de tsunami não aumentam enormemente em altura. Mas, conforme as ondas atingem a costa, elas vão adquirindo mais e mais altura com a diminuição da profundidade do mar".

O Japão já contava com um desenvolvido sistema de alerta e uma ampla estrutura de proteção. Às 14h49, três minutos depois do terremoto, um primeiro aviso de tsunami foi disparado. Essa notificação, entretanto, subestimou o tamanho do problema. A magnitude do terremoto foi inicialmente estimada em apenas 7,9, e acreditava-se que as ondas que pudessem chegar à costa teriam alturas entre 3 e 6 metros.

Na verdade, como se veria pouco depois, as ondas chegaram a 10 metros de altura, em alguns pontos até 15, e o abalo havia sido muito mais intenso, de 9 graus de magnitude. Essas falhas no aviso ficariam claras durante uma investigação sobre a tragédia. Um relatório da Agência Meteorológica do Japão, produzido em outubro de 2013, disse que os erros do alerta inicial podem ter contribuído para o alto número de vítimas.

"Isso pode ter levado algumas pessoas a pensar que as ondas do tsunami não ultrapassariam as muralhas de proteção e possivelmente contribuiu para demoras na evacuação." Um segundo alerta chegou a ser divulgado, às 15h10, aumentando a previsão do tamanho das ondas para até 10 metros. Nesse momento, porém, o tsunami já estava perto demais.

Meia-hora depois do terremoto, as ondas chegaram à costa de Tohoku e outras regiões do leste do Japão. Do alto de prédios muitos japoneses viam, impotentes, o momento em que as primeiras ondas venciam os muros de proteção como se estes não existissem. Paredes de água invadiram as cidades do litoral, carregando e destruindo barcos, carros e casas, que de longe pareciam de brinquedo.

O porto e o aeroporto de Sendai foram totalmente tomados pelas águas — embarcações, aeronaves, helicópteros, caminhões, vans e outros automóveis eram facilmente arrastados pelas ondas. Muitos momentos foram registrados por câmeras japonesas, em imagens que impressionaram o mundo. Cerca de 250 quilômetros ao norte de Sendai, o tsunami chegava à cidade de Miyako, onde a destruição foi igualmente espantosa. A montanha de água negra do mar logo venceu as barreiras de 5 metros de altura, arrastando com ela carros, barcos, casas e os postes de eletricidade.

No dia seguinte, 12 de março, as equipes de resgate esforçavam-se para encontrar sobreviventes e retirar pessoas de regiões alagadas. Segundo balanço da BBC News, cerca de um terço da cidade de Kesennuma, em Miyagi, de 74 mil habitantes, estava submersa, e havia vários focos de incêndio. Na província de Iwate, a cidade de Rikuzentakata, de 23 mil habitantes, havia sido totalmente tomada pelas águas — e mais de 300 corpos já haviam sido encontrados.

Os serviços de monitoramento de abalos sísmicos haviam registrado 125 tremores secundários, decorrentes do grande terremoto — um deles de 6,8 de magnitude. O total de construções destruídas, completa ou parcialmente, chegava a 3,4 mil. Cinco milhões e meio de moradias estavam sem eletricidade, e mais 200 mil pessoas estavam em abrigos provisórios, entre muitos outros aspectos da tragédia.

O terremoto seguido de tsunami deixou um total de 15.853 mortos e 3.282 desaparecidos, a maioria devido ao avanço do mar. A região com mais vítimas fatais foi a de Miyagi.

Um ano depois do desastre, 330 mil pessoas ainda viviam em algum tipo de acomodação temporária. Mais de 300 mil prédios foram destruídos, e outros 1 milhão, danificados - pelo tsunami, por incêndios ou pelo terremoto -, além de 4 mil estradas, 78 pontes e 29 linhas férreas.

A devastação gerou impressionantes 25 milhões de toneladas de detritos. Parte deles foi levada pelo oceano e acabou nos litorais do Canadá e dos Estados Unidos. Entre elas, uma motocicleta Harley-Davidson, uma bola de futebol e pequenos barcos. O custo financeiro do desastre chegou a cerca de US$ 200 bilhões.

O ACIDENTE NUCLEAR

As terríveis imagens que chegavam do Japão geraram solidariedade internacional, com líderes do mundo todo expressando apoio e anunciando ajuda aos japoneses. Depois do terremoto e do tsunami, a tragédia ainda teria, porém, um terceiro capítulo.

Já no dia 11, pouco depois do tsunami, surgiram as primeiras preocupações com duas usinas nucleares no leste do país, próximas ao epicentro do terremoto: Onagawa, na província de Miyagi, e Fukushima Daiishi, na província de Fukushima. Em Onagawa, a usina mais próxima do epicentro do terremoto, um incêndio começou no salão de turbinas, uma área separada do reator, mas foi rapidamente apagado. Em Fukushima, a situação seria bem mais grave.

A localização da usina de Onagawa, protegida por um muro de 14 metros de altura e construída numa parte mais alta do terreno, garantiu que o prédio não sofresse grandes danos com o tsunami.

A estrutura que protegia Fukushima, por outro lado, mostrou-se precária. A usina de Fukushima tinha quatro reatores, dos quais três — as unidades 1 a 3 — estavam operando naquele dia. Com o terremoto, as três unidades se desligaram automaticamente, como previam seus sistemas de segurança. O abalo danificou as seis linhas de transmissão de energia que alimentavam a usina, o que ativou o funcionamento de seus geradores a diesel para movimentar as bombas responsáveis pelo resfriamento dos reatores.

Às 15h42 do dia 11, no entanto, a usina foi castigada por uma primeira grande onda do tsunami — uma segunda viria oito minutos depois. As ondas chegaram a 15 metros de altura, mas Fukushima não estava preparada para tanto. Erguida a 10 metros acima do nível do mar, a usina era cercada por uma muralha de proteção de apenas pouco mais de 5 metros. As águas alagaram imediatamente o subsolo do prédio, exatamente onde estavam os geradores. Toda a base da usina ficou alagada, situação que deu início ao maior desastre nuclear desde a explosão em Chernobyl, na Ucrânica, em 1985 — no mesmo país que sofreu dois bombardeios atômicos na Segunda Guerra Mundial.

Com o alagamento do subsolo, os geradores deixaram de funcionar — outros equipamentos importantes para a operação, como bombas e baterias, também ficaram inoperantes. Sem energia e com equipamentos danificados, o processo de resfriamento dos três reatores parou. O acesso à usina também estava prejudicado, devido aos danos causados pelo tsunami e pelo terremoto nas estradas.

Na noite do dia 11, foram anunciados um estado de emergência nuclear e a evacuação de moradores num raio de 2 quilômetros da usina. A área foi logo estendida para 3, depois 10 quilômetros, e no dia seguinte a evacuação atingiu a 20 quilômetros.

VAZAMENTO

O quadro se agravou no dia 12, como noticiou a BBC News: "Uma poderosa explosão atingiu uma usina nuclear no nordeste do Japão que havia sido seriamente danificada no terremoto e tsunami de sexta-feira". A explosão ocorreu durante tentativas das equipes de emergência de retomar o resfriamento dos reatores e ventilar o compartimento de contenção.

Como explicou em relatório a Associação Nuclear Mundial, que representa o setor de energia nuclear: "Às 15h36 do sábado, dia 12, houve uma explosão de hidrogênio no andar de serviço do prédio sobre a contenção do reator unidade 1, destruindo o teto e a cobertura no topo do prédio". Ao longo dos dias seguintes ao tsunami, vapor radioativo acabou liberado na atmosfera, tanto por vazamento como em tentativas de reduzir a pressão interna nos reatores. Também houve vazamento de água radioativa no Pacífico.

Nos primeiros três dias do acidente, os núcleos dos reatores de Fukushima derreteram, e o vazamento de radiação continuou por seis dias. O trabalho das equipes técnicas visava basicamente tentar esfriar os reatores 1, 2 e 3, utilizando água, e interromper o vazamento de material radioativo. Demorou duas semanas até que os reatores fossem considerados estáveis novamente. Não houve mortes decorrentes do acidente - em 2018, porém, o governo japonês confirmaria uma primeira morte de um trabalhador de Fukushima, de câncer decorrente da exposição à radiação.

A usina de Fukushima ficou inutilizada. Com o passar dos anos, cerca de 1 milhão de toneladas de água contaminada foram acumuladas em seu interior — água da chuva e vinda do solo que era contaminada ao entrar em contato com a água usada no resfriamento dos reatores. Em outubro de 2020, nove anos depois do acidente, o governo japonês preparava-se para decidir o que fazer com esse material. A opção mais provável era lançá-lo no Oceano Pacífico, a partir de 2022, medida criticada por ambientalistas e entidades do setor de pesca.

O acidente nuclear levou à evacuação de 160 mil pessoas da região, com a área afetada estendida de 20 para 30 quilômetros no final de março de 2011. Grande parte foi autorizada a voltar, com a redução do risco, mas as áreas mais próximas à usina de Fukushima continuaram interditadas. Duas pequenas cidades, Okuma e Futaba, de 11 mil e 7 mil habitantes, respectivamente, continuaram fechadas durante anos.

Em 2019, as autoridades permitiram o retorno dos moradores a 40% de Okuma, considerada segura depois de anos de descontaminação. Muitas pessoas, no entanto, ainda questionavam a segurança e não se sentiam confortáveis para voltar. Em março de 2020, Futaba foi reaberta, mas ainda apenas para a entrada de trabalhadores envolvidos em sua reconstrução. O retorno permanente de moradores só estava previsto para 2022.

Depois do acidente, o Japão iniciou detalhadas inspeções de segurança em todos os seus cerca de 50 reatores nucleares. Devido às inspeções, em maio de 2012 todas as usinas do país foram fechadas, sendo reabertas aos poucos a partir de 2015. Entre elas, a usina de Onagawa, fechada desde 2011 e cujo funcionamento estava previsto para ser retomado no final de 2020. A pressão para que o país reduzisse sua produção de energia nuclear aumentou, e o Japão pretendia diminuir a participação dessa fonte, de 30%, na época do acidente em Fukushima, para previstos 20% em 2030.

JAPÃO MAIS PREPARADO

Os efeitos do Grande Terremoto do Leste do Japão duraram muito mais do que se imaginava.

Em novembro de 2016, um tremor de 7,4 graus de magnitude atingiu as regiões de Fukushima e Miyagi. Segundo técnicos, não se tratava de um novo terremoto, mas sim de um abalo secundário ainda decorrente do grande tremor de 2011. O evento, que não causou danos significativos, foi mais uma lembrança da dimensão do desastre de cinco anos antes — e da necessidade de o país se preparar melhor para futuras tragédias.

A partir de 2011, as defesas japonesas contra tsunamis, ao longo do litoral leste do país, foram ampliadas. Em vez de 5 metros de altura, os muros para conter futuras ondas gigantes passaram a ter cerca de 13 metros. A geografia da cidade de Rikuzentakata, uma das mais atingidas pelo tsunami, foi reformulada, como parte de sua reconstrução. O centro da cidade, completamente destruído pelo mar, foi refeito sobre um imenso aterro que cobriu a antiga estrutura. A área, com isso, foi elevada em 10 metros, tornando-a muito mais segura, mais protegida do alcance de possíveis ondas gigantes.

Além de tsunamis, o Japão segue se preparando para uma outra grande tragédia: um novo terremoto, possivelmente em sua capital, Tóquio -—uma região metropolitana com 37 milhões de habitantes.

O último grande tremor a castigar a cidade, em 1923, está prestes a completar cem anos, e especialistas avaliam que um desastre semelhante deva ocorrer cerca de um século depois. As chances de um novo terremoto atingir a cidade antes de 2050 são avaliadas em cerca de 70%. Enquanto seus prédios estão preparados para resistir a um forte tremor, um terremoto em Tóquio seria um desafio enorme para os serviços de socorro e resgate, seu sistema de transporte e para a população. Por isso a cidade testa regularmente sua estrutura de comunicação, que envolve centenas de alto-falantes espalhados em espaços públicos.

A certeza de que o Japão continuará a ser alvo de tremores de terra, alguns graves, faz com que a população no país esteja sempre a postos para uma emergência.

Os inúmeros desastres naturais da história japonesa ficam sempre na memória de todos no país - especialmente o tsunami de 2011. Cada terremoto representa um novo teste de sobrevivência. Com sua tecnologia, sua arquitetura e a resistência de sua população, o Japão está em constante aprendizado, até porque não tem escolha. Seu permanente e eterno embate com a natureza é uma realidade da qual o país não pode fugir. Fonte: BBC Brasil -  10 março 2021, autor: Rogério Simões

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domingo, janeiro 18, 2026

COLÉGIO MARISTA, EM SANTA MARIA (RS), É ATINGIDO POR INCÊNDIO

 O Colégio Marista Santa Maria, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, foi atingido por um incêndio de grandes proporções na noite de  sexta-feira (26/12/25).

O fogo começou em torno das 19h. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 19h36.  e combateu as chamas durante 3 horas.


EQUIPES DE SOCORROS E SEGURANÇA

Os bombeiros informaram que trabalharam no combate às chamas com três guarnições e três caminhões auto bomba tanque.  A Brigada Militar isolou a área e o acesso ao prédio ficou totalmente restrito.

INÍCIO DO INCÊNDIO

"Há indício de que o fogo começou no 5º andar e foi descendo: atingiu o 4ª andar e um pouco do 3º. Estimamos que cerca de 50% do 5º e do 4º andares foram atingidos. Como é um prédio antigo, com partes em madeira, acreditamos que as chamas se alastraram mais por conta disso", explica o delegado Sandro Meinerz responsável pela investigação.

O delegado é enfático ao dizer que somente uma análise do Instituto-Geral de Perícias (IGP) vai poder dizer com maior precisão como o fogo começou, a dinâmica do incêndio e o tamanho do estrago.  


FOCO DE INCÊNDIO E ORIGEM DO INCÊNDIO

Um novo foco de fumaça foi registrado no domingo (28) no prédio. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a ocorrência foi atendida após vizinhos acionarem o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) por volta das 14h20.

Moradores da região relataram que a fumaça já era percebida desde sábado (27), mesmo com a chuva que atingiu a cidade à tarde. No entanto, no domingo, a quantidade de fumaça aumentou, e os bombeiros foram chamados. Segundo a corporação, a ocorrência foi contida "rapidamente" e finalizada.

VÍTIMAS: Não houve feridos.

COLÉGIO MARISTA SANTA MARIA,

O Colégio Marista Santa Maria, que fica na região central do município, tem 120 anos e é uma das instituições de ensino mais tradicionais da região. Por isso mesmo, o incêndio gerou uma grande comoção na população local.   .

O QUE DIZ O COLÉGIO

O Colégio informa que, na noite desta sexta-feira (26), ocorreu um incêndio em um dos prédios da unidade. A ação do Corpo de Bombeiros foi imediata, seguindo todos os protocolos de segurança. O local estava vazio no momento do incidente, e não houve feridos.

As causas do incêndio e a extensão dos danos estão sendo apuradas pelas autoridades competentes. A instituição reforça que a segurança de estudantes, famílias e colaboradores é nossa prioridade absoluta. Todas as medidas necessárias foram tomadas prontamente, e seguiremos colaborando com as autoridades.

Estamos em constante diálogo com nossa comunidade escolar e seguiremos informando sobre novos desdobramentos."

O QUE DIZ A PREFEITURA

A Prefeitura de Santa Maria manifesta sua solidariedade à comunidade escolar do Colégio Marista Santa Maria, atingido por um incêndio nesta sexta-feira (26). Desde o primeiro instante, as equipes do Município estiveram presentes no local, acompanhando a ocorrência e prestando todo o apoio necessário.

O prefeito acompanhou a situação desde o início, mantendo contato direto com as forças de resposta e determinando a mobilização imediata das estruturas municipais. A Defesa Civil do Município atuou com o envio de caminhão-pipa para auxiliar no combate às chamas e na segurança da área. O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Cios) monitorou a situação desde o começo. Agentes de trânsito fizeram a sinalização e a organização do tráfego no entorno, garantindo a proteção de pedestres e motoristas, bem como o serviço do Corpo de Bombeiros.  

A Prefeitura agradece ao Corpo de Bombeiros pelo pronto-atendimento e profissionalismo, bem como aos voluntários que colaboraram solidariamente durante a ocorrência.

Conforme as equipes de socorros e segurança, não houve feridos.  

Fontes: g1 RS-30/12/2025; g1 RS-28/12/2025; g1 RS e RBS TV-27/12/2025; Agência Brasil-Publicado em 27/12/2025; g1 RS e RBS TV-26/12/2025

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terça-feira, janeiro 13, 2026

CARREGADOR PORTÁTIL PEGA FOGO NO BOLSO DE PASSAGEIRO EM METRÔ NA CHINA

Resumo  

·        Um carregador portátil pegou fogo no bolso de um passageiro em uma estação de metrô em Xangai, na China, sem afetar a operação do metrô.

·        As câmeras de segurança registraram o incidente, e funcionários usaram um extintor para apagar as chamas rapidamente.

·        Conclusões indicam que o carregador não estava sendo usado ou carregado; bombeiros alertam sobre riscos mesmo sem uso devido a possíveis defeitos

O carregador portátil que estava dentro do bolso da jaqueta de um passageiro pegou fogo na última segunda-feira em uma estação de metrô em Xangai, na China.


O QUE ACONTECEU

Momento foi registrado por câmeras de segurança da estação. Imagens das câmeras mostram que, enquanto o passageiro descia a escada rolante para a plataforma, as chamas eram visíveis do lado direito do homem.

Funcionários usaram um extintor de incêndio para apagar as chamas, segundo a imprensa local. O incêndio começou na Estação Ferroviária Oeste de Xangai, da linha 15 do metrô. Ele foi rapidamente controlado e não afetou a operação do metrô.

CONCLUSÕES PRELIMINARES

Indicam que o carregador não estava sendo usado nem carregado no momento do incidente. O produto foi adquirido em dezembro de 2025 e possuía o selo de Certificação Compulsória da China (3C) válido.

Os bombeiros alertam que baterias portáteis podem pegar fogo não só enquanto estão carregando. Mesmo sem uso, elas podem incendiar por causa de defeitos internos, calor excessivo ou pequenos danos causados por carregamentos feitos de forma errada no passado. Fonte: UOL 08/01/2026

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domingo, janeiro 11, 2026

LISTA DE DOENÇAS DE TRABALHO QUE DERAM MAIS AFASTAMENTO NO INSS EM 2024

 




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quarta-feira, janeiro 07, 2026

PETROBRAS TEM VAZAMENTO EM PERFURAÇÃO NA FOZ DO AMAZONAS

 A Petrobras registrou um vazamento durante a perfuração do poço FZA-M-59 na Bacia Marítima daFoz do Amazonas . O documento oficial ao qual à DW teve acesso, assinado pelo gerente geral de sondagem da empresa, informa que o incidente começou na madrugada de domingo (04/01).

Segundo o documento da própria Petrobras, o incidente é classificado como possível de causar dano ao meio ambiente ou à saúde humana. De acordo com o relatório, o evento foi constatado por um veículo operado remotamente (ROV), amplamente usado pela indústria offshore. A inspeção detectou a descarga de um fluido usado na perfuração para o mar através de uma conexão entre duas juntas.

O vazamento, estimado em 15 mil metros cúbicos, ocorreu a uma profundidade aproximada de 2.700 metros. As atividades no local estão paralisadas. Não há feridos.

Em nota oficial  a Petrobras confirmou que foi identificada "perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá".

Segundo a empresa, a perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. "As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo", diz a nota. Ainda de acordo com o comunicado, não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em "total segurança".

Ao contrário do que relata o documento a que a DW teve acesso, a nota afirma que "o fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas". A petroleira também afirmou que "adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes".   Fonte:DW- terça-feira, 6 de janeiro de 2026

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sexta-feira, dezembro 19, 2025

SP TEM O MAIOR VENDAVAL SEM CHUVA DA HISTÓRIA


 A cidade de São Paulo enfrentou uma ventania considerada inédita pelos meteorologistas: é a primeira vez que rajadas tão fortes atingem a capital sem a presença de chuva ou temporais. O vento começou ainda pela manhã da quarta‑feira (10/12/) e seguiu intenso até a noite, algo que também chamou a atenção do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

De acordo com meteorologistas, a longa duração do vendaval surpreende especialistas e não tem precedentes na capital paulista.

Desde as 9h, na quarta, as rajadas ultrapassaram 75 km/h em diversos bairros. No Mirante de Santana, na Zona Norte, o Inmet registrou ventos de 80 km/h. A maior rajada do dia foi registrada pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) na Lapa, Zona Oeste, e chegou a 98,1 km/h. É a maior velocidade desde 1963, quando o Inmet começou essa medição.

Os ventos fortes deixaram um rastro de destruição na capital e região metropolitana de São Paulo: mais de 2 milhões de imóveis sem luz, queda de 151 árvores, fechamento de parques, voos cancelados e até consultas em hospital precisaram ser canceladas.

O responsável pelo vendaval é um ciclone extratropical que atua no litoral do Rio Grande do Sul. Embora longe de São Paulo, o sistema tem grande área de influência — e por isso ventou tanto na cidade, segundo meteorologistas.

MUDANÇA DE PADRÃO

Segundo Cesar Soares, meteorologista do Climatempo, os dados confirmam uma mudança de padrão climático na região metropolitana de São Paulo.

“Essas rajadas de vento que antes eram valores inusitados, extremos, vão passar a ser frequentes. Com mais energia na atmosfera, mais aquecimento e mais calor retido, a gente terá condições cada vez mais severas e intensas”, disse Soares.

O especialista explica que, nos anos 2000, linhas de instabilidade capazes de provocar ventos tão fortes eram raras, mas passaram a se repetir anualmente.

“Agora a gente está vendo com frequência. Está acontecendo pelo menos uma ou duas vezes ao longo de cada ano. Os últimos anos têm registrado rajadas cada vez mais intensas”, afirmou.

O QUE ACONTECEU

O polo industrial da Mooca, SP,  é formado por 228 empresas e gera 16 mil empregos diretos. São empresas de diversos segmentos, incluindo da metalurgia, elétrica, plástico, de beneficiamento de vidro e peças agrícolas.

Indústrias são afetadas desde o início da tarde de ontem. Das 228 empresas que formam o polo industrial, apenas cerca de 30% têm geradores, que estão ficando sem combustível. "Agora, praticamente todas estão sem energia. Um caos absurdo, nosso polo está parado", lamentou o presidente do grupo, Anderson Festa.

Associação do polo industrial estima prejuízo diário de R$ 50 milhões. "O prejuízo deve chegar a esse valor a cada 24 horas sem energia. Mas não estão nessa conta os custos com multas por atrasos de fornecimento e horas extras para equalizar a carga de trabalho", disse Festa.

Grande SP tem 1,3 milhão de imóveis sem luz

Até 10/12, a  noite, eram 2,2 milhões de clientes sem energia. De acordo com dados da Enel, atualizados por volta das 13h de 11/12, esse número diminuiu para 1,3 milhão. Equipes técnicas teriam trabalhado durante a madrugada para resolver a situação.

Só na capital paulista, são mais de 900 mil unidades consumidoras sem o serviço. Isso significa que cerca de 16% da cidade segue afetada, uma vez que a concessionária atende 5,8 milhões de imóveis no território.

ANEEL NOTIFICA ENEL

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) notificou a Enel na tarde de ontem e pediu esclarecimentos sobre o apagão. Segundo a agência, a concessionária já sabia da formação do ciclone extratropical que impulsionou a ventania, mas mesmo assim milhões ficaram sem luz. Em nota, o órgão afirmou que a reincidência e a gravidade das falhas podem configurar descumprimento contratual e levar até à recomendação de caducidade da concessão.

A Enel informou que a área de concessão foi afetada por fortes rajadas de vento. Por causa disso, em alguns pontos a rede elétrica é atingida por objetos e galhos, o que prejudica o fornecimento, além da queda de árvores. Em caso de falta de luz, a companhia orienta que os clientes priorizem os canais digitais para agilizar o atendimento.

Queda de arvores e logística de reparos das redes

Os fortes ventos e chuvas que atingiram São Paulo causaram quedas de árvores e destruição da infraestrutura elétrica, afirmou Marcelo Puertas, diretor regional da Enel São Paulo. A queda de árvores derrubou postes, redes e transformadores, exigindo reconstrução completa em vários pontos. "Quando cai uma árvore, ela derruba o poste, ela derruba a rede, ela derruba o transformador, e a gente tem que reconstruir a rede, não se trata de uma emenda de cabo ou uma atividade simples. É uma atividade extremamente complexa", explicou Puertas.

A logística para o reparo envolve transporte de equipamentos pesados e mobilização de equipes. "Nós temos toda uma logística de atendimento na cidade, mas imagina que eu tenho que voltar para a base operacional, pegar todos esses equipamentos, um poste, para vocês terem uma ideia, ele pesa 1.500 quilos e precisa de guindaste", detalhou o diretor.

A Enel mobilizou 1.600 equipes para atuar desde o início dos problemas. "Nós estamos trabalhando desde ontem, nós estávamos preparados para esse efeito, a gente sabia que esse evento ia acontecer e a gente trabalhou com 1.600 equipes ontem e a gente repete esse número para hoje para fazer todo o restabelecimento", afirmou Puertas.

POR QUE A RECONSTRUÇÃO LEVA TEMPO

A reconstrução da rede elétrica é um processo demorado por envolver desafios técnicos e de segurança. Além da necessidade de substituir postes e transformadores, a Enel explica que o trabalho só pode ser feito após a remoção segura de árvores e avaliação de riscos de novas quedas ou deslizamentos.

O atendimento simultâneo a múltiplos pontos afetados dificulta a priorização dos reparos. Segundo relatos da Enel, a extensão dos danos e as condições climáticas adversas tornam o serviço mais lento, mesmo com reforço de equipes.

 

CONSEQUENCIAS

·        Até 10/12, a  noite, eram 2,2 milhões de clientes sem energia. De acordo com dados da Enel, atualizados por volta das 13h de 11/12, esse número diminuiu para 1,3 milhão. Equipes técnicas teriam trabalhado durante a madrugada para resolver a situação.

·        Mais de 48 horas após terem ficado sem energia, milhares de moradores de São Paulo continuam sem previsão de retorno do serviço. A Enel passou a classificar esses casos como "alta complexidade" e não informa mais prazo para solucionar o problema.

·        Cerca de 700 mil imóveis ainda enfrentam a falta de energia elétrica no estado de São Paulo após a passagem de um ciclone extratropical.  

·        Dois dias após o início do apagão causado pela passagem de um ciclone extratropical, mais de 619 mil imóveis ainda enfrentam a falta de energia elétrica no estado de São Paulo na madrugada de sexta-feira (12).

·        A falta de energia também afetou o abastecimento de água.  

·        CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou que 218 semáforos estão apagados pela falta de energia.  

·        Voos cancelados: Ao menos 80 voos foram cancelados na manhã desta quinta-feira (11) nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas. Já são 15 no primeiro e 67 no segundo. Os cancelamentos seguem pelo 2º dia, com 380 voos ao total entre ontem e hoje, reflexo de ventos intensos.    

·        Mais de 50 horas depois do vendaval, a Região Metropolitana ainda tem 689 mil imóveis às escuras, segundo o boletim publicado pela concessionária Enel às 12h de sexta-feira (12). No pico, na quarta (10), o apagão atingiu 2,2 milhões de imóveis.

·        A falta de energia afeta serviços essenciais, como semáforos, abastecimento de água e mobilidade urbana. Já os aeroportos de Congonhas, na capital, e de Guarulhos, que tiveram dias de caos e cancelamentos, estão com operação normalizada.

·        O fim de semana começou com meio milhão de imóveis sem luz. Até a última atualização, de 15h52, eram 363.829 imóveis afetados. Na quarta-feira (10), eram 2,2 milhões afetados.

·        Só na capital paulista, são 263.367 pontos sem o serviço. Isso significa que 4,53% do território segue sem luz.

·        Na região metropolitana, Embu-Guaçu é o município que enfrenta a situação mais crítica. No local, há 13.962 imóveis sem energia, o equivalente a 61% dos clientes sem luz.

·        Quatro dias após a passagem de um ciclone extratropical por São Paulo, a Enel disse que restabeleceu, na manhã de 13/12, a energia para 99% dos clientes que tiveram o fornecimento. Mais de 95 mil imóveis na região metropolitana seguem sem luz.

·        Na cidade de São Paulo, mais de 56 mil clientes estão sem energia elétrica, de acordo com a Enel. O balanço é das 15h30 deste domingo (14).

·        Mais de 160 mil imóveis seguem sem luz na grande SP

·        Em razão da falta de energia elétrica, foram registrados prejuízos milionários ao comércio e danos incontáveis ao consumidor. Remédios e alimentos foram descartados prematuramente ao longo dos últimos dias.

·        Em 15/12, a  cidade de São Paulo, que tem o maior contingente de clientes, é a região que mais sofre: são quase 39 mil consumidores às escuras. Mais cidades da Grande São Paulo também continuam sendo atingidas. Em Itapevi, dos 98 mil consumidores, há 893 sem energia. É quase 1% do total. Ao todo, nesta manhã, 0,64% dos clientes está sem energia.

·        A Enel divulgou um comunicado de manhã, 15/12,  informando que havia conseguido restabelecer o padrão de normalidade de sua operação. Diz ainda que suas equipes de reparo continuam nas ruas trabalhando para restabelecer o serviço.

·        A concessionária explicou também que há uma variação normal ao longo do dia no número de clientes sem energia.  “Enquanto equipes restabelecem o fornecimento em alguns pontos, novas ocorrências podem ser registradas em outros trechos da rede, seja por fatores climáticos, objetos arremessados sobre a rede ou manobras técnicas necessárias para a execução dos reparos”.

PREJUÍZO NO COMÉRCIO

Comércio e serviços já perderam ao menos R$ 1,54 bilhão em faturamento entre a quarta-feira (11) e a quinta (12) na cidade de São Paulo por causa da falta de eletricidade, segundo levantamento feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O prejuízo é maior para os serviços, que deixaram de faturar pouco mais de R$ 1 bilhão nesse período, enquanto o comércio perdeu R$ 511 milhões.

O prejuízo para o setor de bares, restaurantes e hotéis, por conta do apagão em São Paulo, pode chegar a R$ 100 milhões, segundo estimativa da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp).

A entidade calcula que 5 mil estabelecimentos foram atingidos pela falta de energia na capital, municípios da região metropolitana e parte do interior devido às chuvas e fortes ventos. Os danos incluem perda de equipamentos, de alimentos e de clientes. A Fhoresp representa cerca de 500 mil estabelecimentos no estado e mais de 20 sindicatos patronais.

Fontes: g1 SP - 11/12/2025; UOL, em São Paulo - 11/12/2025; Folha de São Paulo - 12.dez.2025; g1 SP - 14/12/2025; Agência Brasil - 15/12/2025

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quinta-feira, dezembro 11, 2025

INCÊNDIO EM FÁBRICA DE PRODUTOS PARA PETS EM MONTE MOR

 


Uma fábrica de produtos para pets pegou fogo na madrugada de quinta-feira (4/12), na Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101), região do bairro Casa Blanca, em Monte Mor (SP).  

CORPO DE BOMBEIROS

Segundo o Corpo de Bombeiros, o chamado foi registrado por volta das 2h40, quando as chamas já se espalhavam pelo galpão da empresa.

No total, seis viaturas foram enviadas ao local. Equipes de Hortolândia (SP), Sumaré (SP), Nova Odessa (SP) e Piracicaba (SP) atuam no combate ao incêndio, que se estende até o início da tarde de quinta.

“No momento, a maior dificuldade é que esse material lembra muito uma fralda infantil. São tapetes para pets e eles absorvem muita água, o que dificulta, porque a água não chega até o final”, disse o tenente do Corpo de Bombeiros.

O tenente também afirmou que é preciso realizar a retirada de todo o material para que o combate às chamas seja cessado por completo. Pelo menos 90 mil litros de água foram utilizados para conter as chamas.

MATÉRIA PRIMA

A empresa tem como matérias-primas celulose, plástico e papel, e fabrica tapetes higiênicos para pets.

VÍTIMAS

Não houve vítimas.

DANOS MATERIAIS

Dois galpões de depósito da empresa foram totalmente destruídos, e os bombeiros atuam na preservação do prédio principal, onde ocorre a produção de mercadorias.

DEFESA CIVIL

A Defesa Civil da cidade também prestou apoio com caminhão-pipa e retroescavadeira.

AS CAUSAS DE INCÊNDIO

Ainda serão investigadas.  Fontes: EPTV e g1 Campinas e Região-4/12/2025  

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domingo, dezembro 07, 2025

INCÊNDIO DE GRANDES PROPORÇÕES NO HOSPITAL DE FORTALEZA

 As chamas começaram um pouco antes das 11h e atingiram a área externa do hospital. O fogo foi controlado por volta de 11h30, de acordo com o Corpo de Bombeiros.  

Nenhuma área assistencial do hospital foi atingida pelas chamas e não há feridos.

TRANSFERÊNCIAS DE PACIENTES E BEBÊS

Devido às chamas, 117 crianças bebês internados no hospital e 153 mulheres precisaram ser transferidos para outras unidades hospitalares. Os pacientes foram encaminhados para oito diferentes pontos da rede de saúde de Fortaleza — tanto municipais, quanto estaduais.

BEBÊS LEVADOS PARA LOJA

Vídeos mostram a fumaça na unidade hospitalar e diversos funcionários retirando pacientes às pressas. Os bebês foram colocados provisoriamente nas lojas do centro comercial até a chegada de ambulâncias.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento que uma loja de acessórios de celulares recebe quatro incubadoras com bebês retirados da UTI Neonatal do Hospital Geral. Dr. César Cals.

Após 8 horas, a operação de transferência dos pacientes foi encerrada. Ao todo, 153 mulheres e 117 bebês foram transferidos para várias unidades de saúde da Capital.

INCÊNDIO OCORREU EM SUBESTAÇÃO DE ENERGIA

Em nota, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) disse que o incêndio foi registrado na subestação de energia do hospital.

CORPO DE BOMBEIROS

"As equipes do Corpo de Bombeiros e da concessionária de energia atuaram de forma imediata, controlando as chamas e a fumaça prontamente. Nenhuma área assistencial foi atingida e não há feridos", pontuou a pasta.

CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA

A Enel Distribuição Ceará informou que "houve um defeito interno na rede de energia local, que é de responsabilidade do Hospital César Cals".

A empresa realizou desligamento emergencial na unidade hospitalar para garantir os trabalhos das autoridades. Por volta de meio-dia, a UTI Neo foi ligada. Depois, foram ligadas outras áreas prioritárias do hospital ao longo do dia.

"A distribuidora informa ainda que também deslocou geradores e equipe especializada para prestar o apoio necessário durante a ocorrência".

SUBESTAÇÃO DO HOSPITAL 

A subestação de energia elétrica do Hospital havia passado por manutenção um dia antes do incêndio registrado no fim da manhã de quinta-feira (13), segundo o diretor-geral da unidade de saúde.  

Um grande estrondo e muita fumaça foram alguns dos primeiros sinais do incêndio que atingiu as docas do hospital, desencadeando um mutirão de funcionários e transeuntes para auxiliar no combate às chamas e na retirada dos pacientes.

"Com a ajuda da brigada de combate de incêndios do próprio hospital, conseguimos conter o fogo", apontou o diretor do hospital, ressaltando que a área assistencial do local "não foi afetada".

Apesar do ocorrido, o diretor confirmou que todas as manutenções do hospital estavam em dia, o que não indicava, em nenhum cenário, a possibilidade de ocorrências como a que foi registrada. "Todos os equipamentos do hospital têm contrato de manutenção. Nós temos alvará de funcionamento, concedido após inspeção este ano no hospital. Então, ele tem a integridade mantida em todos os setores e tem condições amplas de funcionamento", reforçou.

O diretor destacou ainda que os extintores do hospital estavam "dentro do prazo de validade" e haviam sido inspecionados. Todos se tornaram essenciais na ação da brigada de incêndio para conter o fogo.

O Hospital vai ficar fechado por tempo indeterminado. Fontes: Diário do Nordeste-14 de Novembro de 2025; g1 CE - 13/11/2025

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terça-feira, dezembro 02, 2025

ANVISA MANDA RECOLHER LAVA-ROUPAS LÍQUIDO DA YPÊ POR CONTAMINAÇÃO

 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou na quinta‑feira (27/11) o recolhimento de lotes de sabão líquido de lavar roupa da marca Ypê.

De acordo com a agência, a própria fabricante constatou a contaminação microbiológica nos produtos, a partir da presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa nesses lotes.

>> OS LOTES A SEREM RECOLHIDOS SÃO:

Lava Roupas Líquido Tixan Ypê - versão Primavera (Lote 254031, 193021);

Lava Roupas Líquido Tixan Ypê - versão Maciez (Lote 097021);

Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Express - versões “Combate Mau Odor” (Azul) (Lotes: 176011, 228011, 205011, 203011, 169011) e “Cuida das Roupas” (Rosa) - (Lotes: 181011, 170011, 220011);

Lava Roupas Líquido Ypê Power Act (Lotes: 228031, 190021, 223021).

Além do recolhimento, está suspensa a venda e distribuição dos lotes.

Anvisa determina recolhimento de sabão líquido da marca Ypê por contaminação por bactéria.

 Os consumidores que tiverem produtos dos lotes citados devem entrar em contato com o SAC da empresa - 0800 1300 544. Os consumidores irão receber um novo produto, informou a empresa.

Em comunicado, a marca Ypê informou que a bactéria foi encontrada a partir de testes feitos por um laboratório especializado independente.

A bactéria é comumente presente no ar e na água, com baixa probabilidade de causar danos às pessoas, conforme a nota.

"De forma isolado, o microorganismo pode causar ou agravar eventual quadro infeccioso em pessoas com sistema imunológico debilitado. E mesmo que este risco ainda seja minimizado pelas características normais de utilização de um lava-roupas (diluição em água, inexistência de contato prolongado com a pele), recolheremos os produtos do mercado", diz a empresa. Fonte: Agência Brasil-Publicado em 27/11/2025

posted by ACCA@6:46 PM

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